Pular para o conteúdo principal

La La Land - Homenagem aos Musicais Clássicos


O filme que ganhou 7 globos de ouro e indicado a 14 prêmios em 13 categorias no Oscar 2017 é um verdadeiro “voltando aos clássicos”. O filme é simplesmente uma homenagem maravilhosa aos musicais do cinema clássico, mas sem deixar de ser um filme bem mais realista do que os musicais eram naquela época.

Sebastian é um pianista apaixonado por Jazz e tem o sonho de ter seu próprio clube em Los Angeles. Mia é uma aspirante a atriz, ela é uma grande fã de filmes clássicos (tem uma foto gigante da Ingrid Bergman na parede do quarto). Os dois vão se esbarrando sem querer, e apesar do começo hostil, eles acabam se apaixonando.


Apesar de ser um musical no estilo clássico, com planos abertos nos momentos de dança, a câmera não para, ela viaja pela cena. Os planos sequência são constantes aqui, com pouquíssimos cortes. E mesmo com o vestuário retrô e romance delicioso de se assistir, esse filme não é um conto de fadas. A luta dos dois para realizar seus sonhos é bem realista, cheia de fracassos e de mudanças, e ás vezes, a dúvida se aquilo é o certo para eles.


A fotografia é maravilhosa, especialmente em uma cena em que temos a homenagem mais pura aos musicais da era de ouro, com cenários maravilhosos e coloridos. Os filmes de Fred Astaire e Ginger Roger aparecem em cada sapateado, sem falar de "Cantando na Chuva" (1952), quando Sebastian gira em um poste de luz antes de começar a cantar, além de homenagens a filmes como "Cinderela em Paris" (1957) e "Juventude Transviada" (1955). A trilha sonora é maravilhosa! “City of Stars” uma música linda.

O filme vai te emocionar e te fazer sentir aquela nostalgia dos musicais clássicos. Veja o trailer:




Ouça "City of Stars":


E mais, esse clipe maravilhosos para dar um gostinho de "quero mais":


Veja nosso vídeo sobre o filme "Cantando na Chuva":







Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A GAROTA QUE SABIA DEMAIS (1963)

“A Garota que Sabia Demais” ou “Olhos Diabólicos” é um filme italiano/americano dirigido por Mario Bava. Nesse filme o diretor cria um novo gênero de filme, o Giallo. Em italiano, Giallo significa amarelo, e é uma referencia aos livros policiais e de suspense publicados sempre com uma capa amarela na Itália. O Giallo é uma mistura de filme policial com suspense. (veja mais sobre o gênero em: http://www.tudosobreseufilme.com.br/2015/06/o-que-e-o-giallo-italiano.html ) A história é de uma americana chamada Nora (Leticia Roman) que ama ler histórias de assassinatos. Ela viaja para a Itália e lá ela ficaria hospedada junto com uma amiga da família, Ethel, mas acontece que ela está muito doente, e apesar do cuidado do médico Marcello (John Saxon) a mulher morre. Isso só desencadeia acontecimentos extraordinários e Nora se vê em uma história real de assassinato e luta para descobrir a verdade. O filme tem duas versões, por isso dois nomes. “A Garota que Sabia Demais” é a ver...

Livro VS. Filme – Testemunha de Acusação

O filme de 1957 dirigido por Billy Wilder foi baseado no conto “Testemunha de Acusação”, escrito pela Dama do Crime, a escritora britânica: Agatha Christie. Acredito que o nome dispensa apresentação. Mas só pra você não ficar “boiando” gostaria de dizer que ela escrevia histórias de detetives e das boas, romance policial. Ela criou personagens como: Hercule Poirot, Miss Marple e o casal Tommy e Tuppence. Sinopse: Leonard Vole é acusado de assassinato. A vítima é uma velha rica que aparentemente se apaixonou por ele a ponto de coloca-lo no testamento. O advogado, o senhor Mayherne (no livro) ou Wilfrid (no filme) , está com dificuldades em construir a defesa porque todos os fatos parecem apontar para Leonard. Mas talvez haja esperança, a esposa o viu chegar em casa antes da hora do crime. Mas quanto vale o testemunho de uma esposa amorosa? Livro x Filme Criar um filme a partir de um livro não é tarefa fácil, geralmente o problema é que o livro tem muito mais es...

Desabafo (o que torna um filme bom)

Cena de Manhattan, de Woddy Allen Eu sempre gostei muito de filmes, desde criança. Mas com o passar do tempo eles pareciam muito iguais e repetitivos pra mim. Até que assistindo com minha vó descobri que existem filmes antigos, e me apaixonei. A partir daí fui atrás de qualquer filme que fosse em preto e branco. Me deparei logo de cara com Charlie Chaplin. Mas acabei percebendo que "nem tudo que reluz é ouro". Também existiam filmes antigos ruins. Então descobri o que era diretor, diretor de fotografia e diretor arte. Comecei a procurar por bons diretores e acabei encontrando vários, mas me apaixonei por Hitchcock. Depois de pirar com enquadramentos e técnicas cinematográficas, percebi que tudo aquilo era muito vazio sem um bom roteiro. É claro que Hitchcock sempre se preocupou com um bom roteiro, mas não me contentei com isso, sinceramente não acho os roteiros que Hitch dirige os melhores. Daí conheci Woody Allen, um cara muito bom de roteiro! Resumindo, a ca...