Pular para o conteúdo principal

Full House (Três é Demais)



Em 1987 uma nova série nasceu, a história é sobre uma família. Nada de novo até aí, mas essa com certeza não é uma família como qualquer outra. Danny Tanner (Bob Saget) acabou de perder sua esposa Pamela e ficou sozinho para cuidar de suas três filhas: D.J. (Candace Cameron), Stephanie (Jodie Sweetin) e Michelle (Mary Kate e Ashley Olsen). O reforço logo chega, o Tio Jesse (John Stamos), cunhado de Danny e Joey (Dave Coulier), o seu melhor amigo comediante aparecem com boa vontade mas nenhuma experiência com crianças. 
Danny faz o tipo nerd, bom pai, neurótico por limpeza e que adora abraçar; o tio Jesse é o bad boy de jaqueta de couro, que tem uma banda e é doido pelo Elvis; e Joey, o homem criança, apaixonado por desenhos antigos e séries de comédia clássicas. As garotas também são cheias de personalidade e sabe muito bem como "passar a perna" nas suas figuras paternas até conseguirem o que querem. D.J é brilhante e cheia de atitude, Stephanie talentosa e afiada e Michelle, linda e cativante.


Agora, porque Três é Demais é uma ótima série? O roteiro é maravilhoso, a série pode até começar mais voltada para o público infantil, mas no seu decorrer se desenvolve criando personagens muito bem construídos. Um dos personagens mais bem desenvolvidos é com certeza o tio Jesse, ele começa como um rebelde sem causa e que vive a via no limite, mas suas frustrações e experiências o transformam em uma personagem tridimensional. Ele é um cara que quer realizar seu sonho de se tornar uma artista importante como seu ídolo. Joey é com certeza o cara da comédia, ele também tem o sonho de se tornar um comediante importante. Seguir seus altos e baixos é, além de emociante, muito divertido. Ele faz imitações incríveis, e junto com Danny e Jesse traz milhares de referências à series clássicas como: I Love Lucy e Os três Patetas e filmes clássicos, como O Mágico de Oz e Casablanca.


Com comédia de primeira, música de qualidade, personagens cativantes, roteiristas afiados e um elenco cheio de talento, Três é Demais não só respeita os clássicos, mas já se tornou um.

Veja nosso vídeo:



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A GAROTA QUE SABIA DEMAIS (1963)

“A Garota que Sabia Demais” ou “Olhos Diabólicos” é um filme italiano/americano dirigido por Mario Bava. Nesse filme o diretor cria um novo gênero de filme, o Giallo. Em italiano, Giallo significa amarelo, e é uma referencia aos livros policiais e de suspense publicados sempre com uma capa amarela na Itália. O Giallo é uma mistura de filme policial com suspense. (veja mais sobre o gênero em: http://www.tudosobreseufilme.com.br/2015/06/o-que-e-o-giallo-italiano.html ) A história é de uma americana chamada Nora (Leticia Roman) que ama ler histórias de assassinatos. Ela viaja para a Itália e lá ela ficaria hospedada junto com uma amiga da família, Ethel, mas acontece que ela está muito doente, e apesar do cuidado do médico Marcello (John Saxon) a mulher morre. Isso só desencadeia acontecimentos extraordinários e Nora se vê em uma história real de assassinato e luta para descobrir a verdade. O filme tem duas versões, por isso dois nomes. “A Garota que Sabia Demais” é a ver...

Livro VS. Filme – Testemunha de Acusação

O filme de 1957 dirigido por Billy Wilder foi baseado no conto “Testemunha de Acusação”, escrito pela Dama do Crime, a escritora britânica: Agatha Christie. Acredito que o nome dispensa apresentação. Mas só pra você não ficar “boiando” gostaria de dizer que ela escrevia histórias de detetives e das boas, romance policial. Ela criou personagens como: Hercule Poirot, Miss Marple e o casal Tommy e Tuppence. Sinopse: Leonard Vole é acusado de assassinato. A vítima é uma velha rica que aparentemente se apaixonou por ele a ponto de coloca-lo no testamento. O advogado, o senhor Mayherne (no livro) ou Wilfrid (no filme) , está com dificuldades em construir a defesa porque todos os fatos parecem apontar para Leonard. Mas talvez haja esperança, a esposa o viu chegar em casa antes da hora do crime. Mas quanto vale o testemunho de uma esposa amorosa? Livro x Filme Criar um filme a partir de um livro não é tarefa fácil, geralmente o problema é que o livro tem muito mais es...

Desabafo (o que torna um filme bom)

Cena de Manhattan, de Woddy Allen Eu sempre gostei muito de filmes, desde criança. Mas com o passar do tempo eles pareciam muito iguais e repetitivos pra mim. Até que assistindo com minha vó descobri que existem filmes antigos, e me apaixonei. A partir daí fui atrás de qualquer filme que fosse em preto e branco. Me deparei logo de cara com Charlie Chaplin. Mas acabei percebendo que "nem tudo que reluz é ouro". Também existiam filmes antigos ruins. Então descobri o que era diretor, diretor de fotografia e diretor arte. Comecei a procurar por bons diretores e acabei encontrando vários, mas me apaixonei por Hitchcock. Depois de pirar com enquadramentos e técnicas cinematográficas, percebi que tudo aquilo era muito vazio sem um bom roteiro. É claro que Hitchcock sempre se preocupou com um bom roteiro, mas não me contentei com isso, sinceramente não acho os roteiros que Hitch dirige os melhores. Daí conheci Woody Allen, um cara muito bom de roteiro! Resumindo, a ca...